CONCELHO DE AMARES

                             Mapa do Concelho de Amares

História

O concelho de Amares parece ter sido um dos refúgios mais seguros dos cristãos, logo após a invasão moura, no século VIII. O desenvolvimento da região ficou marcado desde a fundação da nacionalidade, pelas ordens religiosas que aqui se instalaram, como a Ordem Beniditina que fundou o Mosteiro de Rendufe, no século XI, e a Ordem de Cister que instituiu o Mosteiro de Santa Maria do Bouro, no século XII.

Localização geográfica

   Amares pertence ao distrito e arquidiocese de Braga e é sede de um concelho do Minho interior, compreendendo 24 freguesias. Esta vila está bem defendida a poente e a sul pelos rios Homem e Cavado; a nascente e a norte, pelos desfiladeiros da serra do Gerês.

Itinerário

   Braga fica a cerca de 355 quilómetros de Lisboa e 47 quilómetros a norte do Porto. Da capital do País, deve apanhar a A-1 em direcção ao Porto e, depois, a A-3 com destino a Braga. A partir daqui, apanhe a N101, directa à pequena vila de Amares.

Cultura

Sem qualquer tradição industrial, o concelho de Amares vive sobretudo de actividades ligadas à agricultura, ao comércio a retalho e por grosso, à construção civil e obras públicas, à indústria têxtil do vestuário, às indústrias de madeira, restaurantes e hotéis, serviços prestados, não esquecendo, é claro, o conjunto de serviços públicos indispensáveis para o desenvolvimento local.

Entre os principais produtos agrícolas produzidos no concelho de Amares, encontram-se milho, fruticultura (maçã, citrinos, kiwi e a famosa laranja de Amares, conhecida pelas suas óptimas e singulares características), legumes, floricultura e um excelente vinho verde branco.
 

Gastronomia

A gastronomia do concelho de Amares prima pelo paladar caseiro. O cardápio, identifica-se, entre outros pratos, pelas papas de sarrabulho, pelos rojões à minhota, pelo cozido à portuguesa, pelo arroz de pato, pelo bacalhau à "Narcisa", pelo bacalhau à "Abadia", pela perna de porco assada no forno, pelas pataniscas de bacalhau, pelo cabrito assado no forno, pelo leitão assado, pela vitela assada, pelo arroz "pica no chão" ou pelas trutas salmonadas.

No que toca às sobremesas, sugere-se uma suculenta laranja de Amares, o creme queimado, pudim de laranja, pudim "Abade de Priscos", arroz-doce, mexidos ou formigos, rabanadas, pêras bêbadas, bolo rei, pão-de-ló, doces de romaria. Tentador, não?

A acompanhar, nada como um verdadeiro néctar, o vinho de Amares. Leve e agradável de paladar, o melhor vinho verde do país é produzido nas encostas soalheiras do rio Cávado. A influência da natureza aliada às boas características da casta loureiro e à técnica de produção utilizada originam um vinho de excelente qualidade e de sabor inconfundível.

Locais Turísticos

Na vila, o destaque vai para a Igreja Matriz, templo de raiz românica, que sofreu várias alterações ao longo dos tempos, mas que ainda hoje conserva os vestígios da antiga traça.

Nos arredores, há muito património para explorar. É o caso do Santuário da Senhora da Abadia, em Santa Maria de Bouro, que tem as mais remotas origens, reportando-se aos primeiros tempos do cristianismo. Segundo a lenda, foi fundado por um fidalgo penitente a quem a Virgem apareceu numa gruta, no primeiro quartel do século XII. Tem um museu próprio, de arte sacra. De estilo barroco, esta igreja do século XVIII, possui torres aparelhadas de granito e, entre elas, um pórtico de altar exterior. No interior, de talha dourada, sobressai a imagem da padroeira.

O Mosteiro de Santa Maria de Bouro, agora parcialmente adaptado a pousada, também deve ser visitado. É permitido visitar o claustro e o interior do mosteiro, destacando-se a sacristia joanina, que, com os tectos apainelados e pintados e as paredes revestidas de azulejos, é considerada um exemplar único em talha. A igreja é uma reconstrução do século XVIII. A fachada é dominada por cinco esculturas que representam os quatro Evangelistas.

Em Rendufe, entre no Mosteiro de Santo André. É permitido visitar o claustro e o interior, destacando-se o monumental cadeiral. A igreja, de fachada simétrica, com duas torres sineiras, é uma reconstrução do século XVIII. No interior, deparamo-nos com um dos mais notáveis conjuntos de talha dourada do estilo rococó. No centro do recinto existe uma fonte decorativa em pedra lavrada.

Em Caldelas, destaque-se a Capela de São Pedro de Fins, um templo de características rústicas, reconstruído em 1869; a Citânia de São Julião, um povoado fortificado da idade do ferro/época romana, e a igreja de Caldelas, reconstrução do século XVIII, de fachada joanina, cujo interior está decorado com talha coeva.

Vale ainda a pena passar pela Casa da Tapada e pela Casa da Torre. O primeiro solar, a residência do escritor Francisco de Sá de Miranda, construído nos finais do século XV, sofreu profundas alterações nos séculos XVII e XVIII, e ostenta hoje o brasão de armas dos Sotomaior, os seus actuais proprietários. A Casa da Torre ou Torre dos Machados pertence a descendentes de Mendo Moniz, companheiro de armas de D. Afonso Henriques na venturosa tomada nocturna de Santarém. Sofreu alterações nos séculos XVI e XVII.

Neste concelho, também se podem visitar várias casas do século XVIII, entre elas a Casa do Banhadouro ou Vinhadouro, Casa do Carvalho, Casa de Santo António, a Casa da Ribeira e a Casa de São Veríssimo.

Fotos

 Convento de Santa Maria do Bouro

Convento de Santa Maria do Bouro - Santa Maria do Bouro Convent  Convento de Santa Maria do Bouro - Santa Maria do Bouro Convent  Pousada de Santa Maria do Bouro

                                                 Convento de Rendufe

Convento de Rendufe - Rendufe Convent    Convento de Rendufe - Rendufe Convent

                       Ponte do Bico                                  Gualdim Pais

Ponte do Bico  Estátua de Gualdim Pais - Gualdim Pais Statue