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DA MINHA SAUDADE
(para o companheiro J. A. G)
Estaria em esquina afeita sentado, ou na ponta da tecnologia, o facto é que pouco importou, o onde declamada seria, da tua ilha, a poesia. Das encostas ajardinadas, do Oceano Ao largo, de cristalinas águas, Dos lugarejos, guardiães de tempos passados, Não sei se de umas se de outras, Ou ambas as coisas, mas por eco Ficaram, no ribombar dos montes, As palavras, como se em éter estagnadas, Lá soubessem ser esse o seu lugar, Um sopro de vida, que de ilha em ilha, Um só verso dissesse, de ti o que elas tomaram.
Jorge Humberto (21/12/2003)
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