Arauto de Madeiras

Ao amigo poeta José António Gonçalves



O poeta da Ilha conhece os penhascos,

os ventos do oceano e as fortes corredeiras.

Atravessa os portais, brincando de riachos,

pingado de “alumínio batido na ombreira”.

Poeta de Funchal, arauto de madeiras

nobres, poemas livres, soltos, sem fronteiras...

“Casa de pedra”, músicas, fados e Amália.

— Poemas de Vinícius na voz de Natália. —

Na mágica poesia de atlânticas águas,

navega o barco em ondas sem ventos e mágoas,

distribuindo cores, gaivotas e abraços.

Se “a ilha é um nome verde”, o Poeta é o espaço

no azul do mar que aceita o sorriso de estrelas,

jagueando as canções “de planícies eternas”.
 

 

© Nathan de Castro