na quietude o movimento das
asas
para o JAG, in memoriam
o fogo criou o vento
que descolou tuas asas
na quietude, um movimento
e no nosso olhar sem lágrimas
a vontade de chover
quando os cristais tocam o fogo da beleza
a morte e a vida se confundem
os poetas não morrem
vivem em cristais
eternos
suas almas perpassam o tempo
e transcendem
como o vapor
aprenderam a abastecer a chama
: no sopro incessante voam.
José Gil e Sonia Regina
Vila Real e Rio, 30.3.05
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