O poeta não morreu!

 

O poeta não morreu!

O poeta escondeu-se

no silêncio da palavra

no oculto da imagem

na essência do ser.

 

O poeta não morreu!

O poeta vive

no som da palavra

prenhe de emoções

pintada na tela pura

do livro.

 

O poeta não morreu!

O poeta vive

na nudez da palavra

no grito do pensamento

no magma do espírito.

 

O poeta não morreu!

O poeta suplantou-se

e a destempo

voou para a glória do Olimpo

lugar cativo dos poetas.

 

 

Para o José António Gonçalves, com a amizade de sempre.

Até sempre!

 

 

Lídio Araújo


 

 

Funchal, 30 de Março de 2005