O poeta não morreu!
O poeta escondeu-se
no silêncio da palavra
no oculto da imagem
na essência do ser.
O poeta vive
no som da palavra
prenhe de emoções
pintada na tela pura
do livro.
na nudez da palavra
no grito do pensamento
no magma do espírito.
O poeta suplantou-se
e a destempo
voou para a glória do Olimpo
lugar cativo dos poetas.
Para o José António Gonçalves, com a amizade de sempre.
Até sempre!
Lídio Araújo
Funchal, 30 de Março de 2005