À Literatura Portuguesa

 

"A MADEIRA TEM DADO
GRANDES AUTORES"
- confessa José Luís Peixoto
 
    O poeta e romancista José Luís Peixoto, uma das mais importantes revelações literárias portuguesas dos últimos anos, confessou (em entrevista a Gonçalo Santos, na última revista dominical do "Diário de Notícias" do Funchal) acompanhar o desenvolvimento editorial da Literatura Madeirense.
    O autor de "Nenhum Olhar" (vencedor do Prémio José Saramago da "Círculo de Leitores" em 2000), esclareceu que dos autores madeirenses consagrados conhece Herberto Helder, José Agostinho Baptista e José Tolentino Mendonça.
    "Conheço outros - acrescentou - como o José António Gonçalves, ou a Lília Mata. Conheço uma antologia de poetas madeirenses que foi publicada em Itália. E é pena que não esteja publicada em português. A Madeira tem dado grandes autores".
    José Luís Peixoto, apesar de reconhecer que os nomes que mencionou eram de "poetas de referência", sublinhou que "contudo, no Continente existe algum desconhecimento em relação ao que se vai escrevendo por cá".
    "Creio, no entanto, que mais cedo ou mais tarde haverá uma descoberta, por parte de um público mais vasto, de alguns autores madeirenses. Espero que essa oportunidade surja", vincou o escritor que ainda recentemente lançou dois novos livros, "A Casa, a Escuridão" (poesia) e "Uma Casa na Escuridão" (romance).
    Assinale-se que Lília Mata integra a colecção "Terra à Vista" (Arguim, Madeira), com o livro "Contos de Embarcar" e que José António Gonçalves trouxe a lume dois novos opúsculos, na mesma colecção, "Memórias da Casa de Pedra" (poemas) e "O Sol na Gaveta", um testemunho de conteúdo biográfico sobre o escritor e jornalista madeirense João Carlos Abreu (actual secretário Regional do Turismo e Cultura da Madeira).
    Registe-se que a antologia divulgada em Itália, referida por José Luís Peixoto, tem o título de "Poeti Contemporanei dell'Isola di Madera" (Centro Internazionale della Grafica de Venezia, 2001), organizada e traduzida (bilingue) por Giampaolo Tonini, e, para além de José Tolentino Mendonça e José António Gonçalves, inclui outros catorze autores naturais ou residente nesta Região Autónoma.
 
 

 

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