|
Livros: Balanços de 2002
OBRAS DE MADEIRENSES ENTRE AS MELHORES DO ANO
O balanço editorial do ano de 2002, da responsabilidade de alguns críticos portugueses, publicado na grande imprensa nacional, destaca algumas das obras escritas por autores naturais da Região Autónoma da Madeira. É o caso de Ana Teresa Pereira que com “O Ponto de Vista dos Demónios”, da Relógio d’Água”, foi apontada pelo crítico do “Expresso”, Manuel de Freitas, no suplemento “Cartaz”, como a autora de um dos dez livros da sua preferência, onde indica também a edição de “Grand Herbier d’Ombres”, também da artista plástica madeirense, Lourdes Castro, nome sobejamente prestigiado em Portugal e no Estrangeiro. Ana Teresa Pereira (autora de uma dezena e meia de obras de ficção, tendo recentemente lançado outra, intitulada “Intimações de Morte”, ed. Relógio d’Água”), também foi convidada para uma escolha pelo suplemento “Mil Folhas” do matutino lisboeta “Público”. Os três livros que seleccionou foram a “Antologia Poética” de Cecília Meireles (Relógio d’Água), pois fascina-a a sua “profunda atenção ao mundo e à natureza”, “O Cemitério dos Barcos sem Nome”, de Arturo Pérez-Reverte (Asa, tradução de Helena Pitta), considerando como “um grande livro em todos os sentidos” e, finalmente, o volume de António Lobo Antunes, “Segundo Livro de Crónicas” (D. Quixote), referenciando que este escritor, neste género literário, como nenhum outro, consegue “tocar a vida com os dedos”. Por sua vez, o poeta madeirense José Tolentino Mendonça é referenciado por duas vezes, na sua qualidade de tradutor, também pelos escritores convidados do suplemento literário “Mil Folhas”. Clara Pinto Correia, nomeou-o no caso de “O Dom das Lágrimas – Orações da Antiga Liturgia Cristã” (com Joaquim Félix de Carvalho, introduções e tradução, Assírio & Alvim), elogiando a beleza do opúsculo e a selecção dos textos, que “está muito bem feita”. Outra referência a José Tolentino Mendonça é apresentada pelo poeta Manuel António Pina, distinguindo a sua tradução do volume de Cristina Campos “O Passo do Adeus” (Assírio & Alvim), explicando que esta foi, para si, uma “emocionada descoberta, em tempos de desesperança no que toca a vozes poéticas diferentes”. Finalmente, o jornalista, cineasta e escritor madeirense, Vicente Jorge Silva, seleccionou, entre as melhores obras de 2002, “O Livro das Ilusões”, de Paul Auster (Asa), “Amor”, de António Mega Ferreira (Assírio & Alvim) e “A Globalização, a Grande Ilusão”, de Joseph E. Stiglitz (Prémio Nobel da Economia de 2001, ed. Terramar).
|