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Viale
Moutinho assina obra curiosa
CONCELHOS DA MADEIRA INTEGRAM
EDIÇÃO DAS "LENDAS DE PORTUGAL"
- Volume é coleccionável em fascículos
Uma monumental obra dedicada às "Lendas de Portugal", organizada e assinada pelo escritor madeirense José Viale Moutinho, está já a ser distribuída, em fascículos coleccionáveis, na edição de domingo do "Diário de Notícias" de Lisboa, a cujos quadros redactoriais pertence, integrado na Delegação do Porto. Viale Moutinho pesquisou incansavelmente "os fundos locais das bibliotecas municipais, onde monografias, recolhas e estudos dispersos se misturam com transcrições da oralidade apenas dactilografadas ou manuscritas, à espera de uma coordenação editorial, passando pela consulta a investigadores de Cultura Popular - e como escasseiam! -, a curiosos e interessados, a bibliotecários e a autarcas de boa vontade" e lá conseguiu ultimar um trabalho que agora chega às mãos do público. O primeiro fascículo, acompanhado de uma bela pasta-ficheiro, foi já distribuído seguindo-se semanalmente o fornecimento regular dos restantes que compõem o volume, onde são abarcadas num total (apenas faltando a letra "Z", pois com esta não existe a designação de nenhuma municipalidade) de duzentas e quinze lendas portuguesas. Neste conjunto - enriquecido pelas belíssimas ilustrações de Francisco Lança e Joana Imaginário - incluem-se, evidentemente, as lendas madeirenses de todos os Concelhos da Região Autónoma, recolhidas através do esforço do autor e de algumas colaborações (até anónimas) que se foram manifestando, nalguns casos com o apoio da Associação de Escritores da Madeira. José Viale Moutinho (n. Funchal/1945), ao longo dos últimos anos, já dedicou muitas das páginas dos seus escritos a temas madeirenses (recorde-se os seus livros "Aquém e Além Montes - Textos de Andarilho", Crónicas/1992, "Pavana para Isabela de França ", Contos/1990, "Poemas Tristes" , Col. Livros de Cordel, CMF/2001, ou a sua participação poética nos volumes "ILHA 3" e "ILHA 4" , CMF, 1991 e 1994) voltando assim a colocar o seu referencial cultural, desta vez de sentido popular, no cerne da sua obra literária. Trata-se de uma iniciativa do maior interesse educativo, até pela raridade com que estas matérias são levadas até ao cerne editorial, tendo o autor não se esquecido de destacar o papel desempenhado por outros investigadores, com realce para J. Leite de Vasconcelos, A. Tomás Pires, Ataíde de Oliveira, Manuel Viegas Guerreiro, Jaime Lopes Dias, Azinhal Abelho e até, entre outros, o escritor e académico madeirense, João David Pinto-Correia.
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