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Escritores da Madeira representados
«Crónica Jornalística do Século XX»
organizada por Fernando Venâncio
* José Viale Moutinho e José António
Gonçalves juntam-se a Pessoa,
Vergílio Ferreira e Saramago, na edição do «Círculo de
Leitores»
«Um século pela escrita dos outros. Dos que olham e
pensam o mundo pela palavra. Reunindo crónicas editadas
em Portugal ao longo do século por nomes como Vergílio
Ferreira, José Cardoso Pires, José Saramago, Alexandre
O’Neill, Miguéis, Agustina Bessa-Luís, Nemésio e Pessoa,
visitam-se cem anos de acontecimentos e polémicas» - é
como o «Círculo de Leitores» apresenta a colectânea
«Crónica Jornalística do Século XX», organizada pelo
escritor e crítico literário Fernando Venâncio e que
integra dois autores madeirenses, José Viale Moutinho e
José António Gonçalves.
A «antologia» de Fernando Venâncio distingue assim, dois
cronistas e escritores madeirenses, num conjunto
exclusivo de cem crónicas publicadas no decurso do
século XX, "Eu, Moço de Fretes Literário", de José Viale
Moutinho e insercta no «Diário de Notícias» de Lisboa a
19.XI.1996 e "Devia ser Maio", de José António Gonçalves
(«Jornal da Madeira», 13.VII.1972), também editada em
livro, "Réstea de Qualquer Coisa" (Crónicas, Funchal,
1973, esgotado).
Os escritores madeirenses José Viale Moutinho e José
António Gonçalves são, também, jornalistas profissionais
e autores de obra literária no domínio da poesia e
noutros géneros, estando presentes na Feira do Livro e
da Comunicação, organizada pelo Departamento de Cultura
da Cãmara Municipal do Funchal.
Nesta obra, segundo Fernando Venâncio, autor também do
prefácio, «a qualidade impõe-se», advertindo que a
crónica traz para o jornal e para a revista uma
qualidade «a da prosa excelentemente cuidada, que nenhum
outro sector atinge nem felizmente a tal aspira. Não nos
faltam, assim, cultivadores da crónica de imprensa que
são também extraordinários estilistas, de entre os
maiores prosadores de Portugal».
«Os temas - refere, por outro lado o «Círculo de
Leitores» - são muitos. O talento e engenho de escrita
incomparáveis. Recolhendo crónicas editadas em algumas
das mais importantes publicações de início de século de
hoje, «Crónica Jornalística do Século XX» reúne, em boa
verdade, pérolas da nossa prosa. Incontornáveis alguns
dos textos, refiram-se apenas alguns: «Os Rapazes da
Pide» de Assis Pacheco; «Chá das Cinco» de Almada
Negreiros; «Brandura de Costumes» de José Gomes
Ferreira; «O Inventor do Submarino» de Alexandre O’Neill;
«Três Horas da Madrugada» de José Saramago».
Para além da «breve apresentação de cada um dos autores
incluídos nesta antologia, a leitura dos seus textos
faz-nos recuar, rir, pensar. Acima de tudo, relembra-nos
o prazer da leitura. Dos decotes às criadinhas de
Lisboa, dos encantos da cidade às revoluções, do turismo
à luz de Agosto, das tertúlias ao adultério, os temas
sabem a cereja, sabem a conversas que se desmultiplicam»,
sublinha a editora.
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