Prémio Edmundo de Bettencourt 


"Já os Galos Pretos Cantam'"

 de José Viale Moutinho

sai em Setembro na "Caminho"


 

A criatividade de José Viale Moutinho acaba de ser distinguida com o Prémio Edmundo de Bettencourt, atribuído ao livro de contos Já os Galos Pretos Cantam, cuja edição está prevista para Setembro, na Caminho. O galardão é promovido pela Câmara do Funchal, cidade onde o escritor e jornalista nasceu.

Contista por excelência, trabalhando a palavra com memória, encantamento, ritmo e humor, Viale Moutinho não esconde «satisfação ao receber este prémio, tanto mais que santos da casa não costumam fazer milagres».

A obra premiada por unanimidade do júri passa pela Guerra Civil de Espanha e tem por cenário a ilha de San Simon. Entre outros contos, sublinhe-se uma glosa da Cantiga CIII das Cantigas de Santa Maria de Afonso X, o Sábio; nele fala de um monge que adormeceu 300 anos a escutar o canto de passarinho. Dá-se, ainda, o regresso do autor a terras da infância, no Douro. Um outro conto espelha a ambiência madeirense.

Viale Moutinho, nome do jornalismo, que ao longo de muitos anos exerceu no Diário de Notícias, tem um incontornável trabalho literário já referenciado por outras distinções, nomeadamente o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco, da Associação Portuguesa de Escritores.

Investigador de temas históricos e de alguns dos maiores vultos das letras portuguesas, ficcionista e poeta com uma linha estética próxima do «realismo mágico», José Viale Moutinho vai aparecer, brevemente, com O Menino Gordo e Os Dois Fradinhos, no domínio da literatura infanto--juvenil. Também este ano, será publicado o volume Camilo Castelo Branco: Memórias Fotobiográficas. E será lançada, no Brasil, em Agosto, a antologia que organizou, intitulada Os Melhores Contos Portugueses do Século XIX, bem como Cenas da Vida de Um Minotauro. Na forja: mais romances e novelas.
 

 

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