LEMBRANDO O GOSTO SOLITÁRIO DO ORVALHO sabe-me o orvalho às águas de outros invernos sempre devagar no rosto a chuva cresce na dimensão da palavra húmida aos poucos fomos mais e nos líquidos dos corpos encontrámo-nos ao fim da tarde apenas ficou em nós o amor pela noite José António Gonçalves (in "Noites de Insónia", Col. "Livros de Cordel", nº.1, CMF, 1998)
LEMBRANDO O GOSTO SOLITÁRIO DO ORVALHO
sabe-me o orvalho
às águas de outros invernos
sempre devagar
no rosto a chuva cresce
na dimensão da palavra
húmida
aos poucos fomos mais
e nos líquidos dos corpos
encontrámo-nos
ao fim da tarde
apenas ficou em nós
o amor pela noite
José António Gonçalves
(in "Noites de Insónia", Col. "Livros de Cordel", nº.1, CMF, 1998)
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