|
OUTRA VOZ
É Inverno. E nem parece.
Na alma branca há um fruto negro como as nuvens.
Escutam-se tempestades debaixo da sua pele. Amadurece.
Sereno, molhado pelas bátegas da chuva de Novembro, assalta o caminho em busca do Sol e avança, solene, no breu do lençol lívido, estendido sobre a cama.
Até logo, meu amor. Outra voz me chama.
José António Gonçalves (inédito.Nov.02)
|