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Albano Martins
Meus versos
são encontros de sombra com a luz.
São perfis irregulares, talhados
na emoção que os revela e traduz.
Albano Martins
(in "Vocação do Silêncio 1950-1985", 1990, pg. 41;
in Agenda Poética 2000, Agenda Albano Martins,
"50 Anos de Vida Literária,
Edições Universidade Fernando Pessoa,
1999, org. Beatriz Weigert).
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Poemário
Assírio & Alvim 2004
- Implorando o sopro -
(Zunhis)
Implorando o sopro do ser divino,
o sopro que dá a vida,
o sopro de muita idade,
o sopro das águas,
o sopro das sementes,
o sopro da fecundidade,
o sopro da abundância,
o sopro do poder,
o sopro da força,
o sopro de todas as espécies de sopro
pedindo o seu sopro,
inspirando o seu sopro no calor do meu corpo,
incorporo o seu sopro
para que vivas sempre luminosamente.
(in "Poemas Ameríndios",
poemas mudados para português
por Herberto Helder, Assírio & Alvim, 1997)
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Um poema de
José António
Gonçalves
RENTE AOS OLHOS
rente aos olhos a lágrima a
manhã o orvalho a mão
sobre o arado e o sol nascendo
(...)
rente ao homem os dedos cansados
o sono infinito os canteiros vazios
dois palmos de novo dia e um poema
branco sem palavras
José António Gonçalves
(excerto, in "Movimento", nº.1,
Funchal, 1973)
JAG
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