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- Inéditos -
Nesta secção, podemos ver algo de rara beleza, inédito nesta aldeia. No dia 29 de Janeiro de 2006, um forte nevão cobriu o concelho do Cadaval e os concelhos vizinhos com um grande manto de neve. A Tojeira não foi exepção e aqui fica o registo desse maravilhoso e raro momento neste lugar. É de salientar que num concurso de fotografias sobre a neve, no concelho do Cadaval, promovido pela Câmara Municipal do Cadaval, apesar de não ter ganho qualquer prémio, a Tojeira esteve em destaque.
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Vaga de frio
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... mas infelizmente nem só de beleza vive este mundo. Em Setembro de 2003, um violento incêndio invadiu a Serra de Montejunto, ameaçando seriamente a população da Tojeira e das aldeias vizinhas. Eis alguns artigos da comunicação social que reportam esse lamentável acontecimento,,,
(In TSF)
"Quatro feridos na Serra de Montejunto
Esta segunda-feira, quatro
bombeiros da corporação de Algés ficaram cercados pelo
fogo que lavra na Serra de Montejunto,
Cadaval...
O incêndio continua
activo e próximo das aldeias de Tojeira, Pereiro e Carvalhal (concelho do
Cadaval)...."

(in RTP)
2003-09-15 15:13
"...O incêndio mais
preocupante desta tarde está a deflagrar na Serra do Montejunto, com as
chamas a aproximar-se das povoações de Tojeira e Pereiro, no Cadaval. Dois
bombeiros ficaram feridos durante o combate, informou o presidente da Câmara
do Cadaval.
Em declarações à
agência Lusa, Aristides Sécio disse que foram pedidos meios para reforçar a
prevenção às duas povoações mas afirmou também que "a situação está
incontrolável devido ao forte vento que se faz sentir"...."
(in SIC – Terça-feira)
"... A mesma fonte revelou que, na
zona do Cadaval, na Serra de Montejunto, a situação parece ser, até ao
momento, mais preocupante.
As chamas que
irromperam na região por volta das 06h50 de domingo estão a ser combatidas
por 200 bombeiros de 20 corporações, com a assistência de 60 veículos de
combate aos incêndios.
Em declarações à TSF
o Comandante Manuel Agostinho, da corporação de bombeiros de Alcoentre que
se deslocou ao local para travar o avanço das chamas, disse que há "uma
situação de vigilância nas povoações de Pragança, Carvalhal da Serra e
Tojeira". ..."
(In Jornal O Público)
"... para além de se terem manifestado com grande intensidade nos cumes, ameaçaram ainda a base aérea local e se aproximaram das aldeias de Tojeira, Pereiro e Carvalhal, sem que, no entanto, qualquer delas tivesse que ser evacuada. ..."
(in Jornal de Notícias)
A
serra de Montejunto assemelhava-se, ao final do dia, a uma grande chaminé,
tão grande e espesso era o manto que a cobria. O fogo começou por volta das
7 horas, a sul, perto de Cabanas do Chão, em Alenquer, mas o forte vento
rapidamente o fez galgar desfiladeiros e caminhos rurais....
...
No Pereiro e em Tojeira, do lado do concelho do Cadaval, as populações
viveram momentos de alguma apreensão. ..."
(in Boletim nº 7 da Junta de Freguesia de Vilar)
MONTEJUNTO
ANTES E DEPOIS
«...Senta-se alguém sobre uma pedra entre pinheiros
e tem em frente o mar e corre leve a brisa
Poderá estar cansado mas a paisagem limpa-lhe
a mente e aligeira as suas sombras...»
António Ramos Rosa
in
«Pátria Soberana»
Era o Montejunto de antes, quando nos sentávamos numa pedra, entre pinheiros ou castanheiros, e a paisagem nos limpava a alma; ou quando, ao voltarmos do trabalho, a paz nos banhava, ao olharmos a sua linha ondulante, vestida de verde.
Hoje, a sua nudez cinzenta oferece ao nosso olhar uma visão desoladora, e nos nossos ouvidos permanecerão por muito tempo os «gritos» das aves e o som das sirenes dos bombeiros. Permanecerá também a tristeza pela perda de tão valioso património ecológico e o sofrimento de quem viu serem devorados pelas chamas os seus haveres, porventura o produto de muitos anos de trabalho.
Deflagrou na madrugada de 15 de Setembro, perto de Cabanas de Torres, o incêndio que a muitos de nós, habitantes dos concelhos de Cadaval e Alenquer, afligiu e roubou várias noites de sono. Apesar do heróico esforço das centenas de bombeiros que, exaustivamente, combateram as chamas, ficando, alguns deles, gravemente feridos, não foi possível evitar que o fogo alastrasse por quase toda a Serra. Muitas povoações se encontraram em perigo – Pereiro, Tojeira, Carvalhal, Pragança, Charco e Casais da Pedreira, entre outras, viveram horas de grande ansiedade e terror, tendo mesmo os habitantes desta última sido forçados a abandonar as suas casas. Perigo correram igualmente os militares da Base Aérea de Montejunto, que, durante longas horas, se viram cercados pelas chamas e pelo fumo, o que aconteceu também a alguns dos bombeiros.
Preocupados ficaram familiares e amigos, espalhados pelo país, que a toda a hora telefonavam, a saber notícias e a oferecer ajuda e acolhimento, bem como todos os seres humanos que têm assistido às imagens aterradoras transmitidas pela televisão.
Pingo de humanidade não terão certamente as mãos e mentes criminosas que têm actuado implacavelmente por esse país fora. Esperamos que sofram o castigo merecido. Esperamos igualmente a ajuda imprescindível para reflorestar a nossa Serra e uma melhor política preventiva, para que tragédias desta dimensão não voltem a ocorrer.
Tojeira, 20 de Setembro de 2003