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- Inéditos -

     Nesta secção, podemos ver algo de rara beleza, inédito nesta aldeia. No dia 29 de Janeiro de 2006, um forte nevão cobriu o concelho do Cadaval e os concelhos vizinhos com um grande manto de neve. A Tojeira não foi exepção e aqui fica o registo desse maravilhoso e raro momento neste lugar. É de salientar que num concurso de fotografias sobre a neve, no concelho do Cadaval, promovido pela Câmara Municipal do Cadaval, apesar de não ter ganho qualquer prémio, a Tojeira esteve em destaque.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

Vaga de frio
Dezenas de pessoas bloqueadas pela neve na Serra de Montejunto 
29.01.2006 (in Jornal "Publico")

Dezenas de pessoas ficaram hoje bloqueadas pela neve dentro dos automóveis na Serra de Montejunto, concelho do Cadaval, estando a ser recolhidas por três viaturas dos bombeiros. A unidade militar local está a albergar visitantes que ficaram bloqueados.

Segundo o comandante dos bombeiros do Cadaval, José Carlos Ceatano, existem "dezenas de viaturas ao longo da serra, algumas delas com pessoas lá dentro, que estão a ser recolhidas por jipes dos bombeiros".

O comandante disse que não tem conhecimento de que exista alguém em perigo.

Entre as 11h00 e as 14h00 caiu um intenso nevão na serra de Montejunto, o que tornou as estradas intransitáveis.

José Carlos Caetano disse que apesar dos acessos à serra estarem cortados, "as pessoas continuam a tentar vir à serra ver a neve, o que complica ainda mais o trabalho das autoridades".

O serviço de protecção civil do Cadaval deslocou para a serra uma máquina para desimpedir as estradas e os sapadores florestais estão a recolher as árvores caídas nas estradas.

O concelho está há várias horas sem energia eléctrica devido à queda de árvores.

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... mas infelizmente nem só de beleza vive este mundo. Em Setembro de 2003, um violento incêndio invadiu a Serra de Montejunto, ameaçando seriamente a população da Tojeira e das aldeias vizinhas. Eis alguns artigos da comunicação social que reportam esse lamentável acontecimento,,,

(In TSF)

"Quatro feridos na Serra de Montejunto

Esta segunda-feira, quatro bombeiros da corporação de Algés ficaram cercados pelo fogo que lavra na Serra de Montejunto, Cadaval...

O incêndio continua activo e próximo das aldeias de Tojeira, Pereiro e Carvalhal (concelho do Cadaval)...."

 
 

(in RTP)                                                                                                                 

2003-09-15 15:13

"...O incêndio mais preocupante desta tarde está a deflagrar na Serra do Montejunto, com as chamas a aproximar-se das povoações de Tojeira e Pereiro, no Cadaval. Dois bombeiros ficaram feridos durante o combate, informou o presidente da Câmara do Cadaval.

Em declarações à agência Lusa, Aristides Sécio disse que foram pedidos meios para reforçar a prevenção às duas povoações mas afirmou também que "a situação está incontrolável devido ao forte vento que se faz sentir"...."

(in SIC – Terça-feira)

 "... A mesma fonte revelou que, na zona do Cadaval, na Serra de Montejunto, a situação parece ser, até ao momento, mais preocupante.
As chamas que irromperam na região por volta das 06h50 de domingo estão a ser combatidas por 200 bombeiros de 20 corporações, com a assistência de 60 veículos de combate aos incêndios.

Em declarações à TSF o Comandante Manuel Agostinho, da corporação de bombeiros de Alcoentre que se deslocou ao local para travar o avanço das chamas, disse que há "uma situação de vigilância nas povoações de Pragança, Carvalhal da Serra e Tojeira". ..."
 

 (In Jornal O Público)

"... para além de se terem manifestado com grande intensidade nos cumes, ameaçaram ainda a base aérea local e se aproximaram das aldeias de Tojeira, Pereiro e Carvalhal, sem que, no entanto, qualquer delas tivesse que ser evacuada. ..."

(in Jornal de Notícias)

 A serra de Montejunto assemelhava-se, ao final do dia, a uma grande chaminé, tão grande e espesso era o manto que a cobria. O fogo começou por volta das 7 horas, a sul, perto de Cabanas do Chão, em Alenquer, mas o forte vento rapidamente o fez galgar desfiladeiros e caminhos rurais....
... No Pereiro e em Tojeira, do lado do concelho do Cadaval, as populações viveram momentos de alguma apreensão. ..."

(in Boletim nº 7 da Junta de Freguesia de Vilar)

MONTEJUNTO

ANTES E DEPOIS

                                                      

                «...Senta-se alguém sobre uma pedra entre pinheiros

                     e tem em frente o mar e corre leve a brisa

                     Poderá estar cansado mas a paisagem limpa-lhe

                     a mente e aligeira as suas sombras...»

                                                                      António Ramos Rosa

                                                                                   in

                                                                       «Pátria Soberana»

                                                          

    Era o Montejunto de antes, quando nos sentávamos numa pedra, entre pinheiros ou castanheiros, e a paisagem nos limpava a alma; ou quando, ao voltarmos do trabalho, a paz nos banhava, ao olharmos a sua linha ondulante, vestida de verde.

    Hoje, a sua nudez cinzenta oferece ao nosso olhar uma visão desoladora, e nos nossos ouvidos permanecerão por muito tempo os «gritos» das aves e o som das sirenes dos bombeiros. Permanecerá também a tristeza pela perda de tão valioso património ecológico e o sofrimento de quem viu serem devorados pelas chamas os seus haveres, porventura o produto de muitos anos de trabalho.

    Deflagrou na madrugada de 15 de Setembro, perto de Cabanas de Torres, o incêndio que a muitos de nós, habitantes dos concelhos de Cadaval e Alenquer, afligiu e roubou várias noites de sono. Apesar do heróico esforço das centenas de bombeiros que, exaustivamente, combateram as chamas, ficando, alguns deles, gravemente feridos, não foi possível evitar que o fogo alastrasse por quase toda a Serra. Muitas povoações se encontraram em perigo – Pereiro, Tojeira, Carvalhal, Pragança, Charco e Casais da Pedreira, entre outras, viveram horas de grande ansiedade e terror, tendo mesmo os habitantes desta última sido forçados a abandonar as suas casas. Perigo correram igualmente os militares da Base Aérea de Montejunto, que, durante longas horas, se viram cercados pelas chamas e pelo fumo, o que aconteceu também a alguns dos bombeiros.

    Preocupados ficaram familiares e amigos, espalhados pelo país, que a toda a hora telefonavam, a saber notícias e a oferecer ajuda e acolhimento, bem como todos os seres humanos que têm assistido às imagens aterradoras transmitidas pela televisão.

    Pingo de humanidade não terão certamente as mãos e mentes criminosas que têm actuado implacavelmente por esse país fora. Esperamos que sofram o castigo merecido. Esperamos igualmente a ajuda imprescindível para reflorestar a nossa Serra e uma melhor política preventiva, para que tragédias desta dimensão não voltem a ocorrer.

                                                                                

                                                                               Isabel Pereira Rosa

                                                                Tojeira, 20 de Setembro de 2003

 

                                                                                                                                                            

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